Wednesday, June 28, 2006

O nosso amor
é um barco à deriva
num mar de tempestade
e ruma contra os ventos
em braços de ferro derrotados
o nosso amor
é um ser maldito e atormentado
à procura de tranquilidade
já quase a desistir
apesar da esperança pintada
no imenso verde dos meus olhos
o nosso amor
é um animal sedento e moribundo
sem nascentes por perto
seco, tão seco e desenganado
sob a antevisão da morte que chega.

4 comments:

onitnelot said...

Admiro a tua sensibilidade poética, tão inesgotável como a tua capacidade de amar. Perdidamente. Mas sempre como se fosse o amor-de-toda-a-vida. Autenticamente. Porque a amar, não és como o poeta, fingidor.

kualkê said...

“A leitura é para o intelecto o que o exercício é para o corpo.”

Obrigada por me manteres em forma....

Manuela said...

Este arrepia aqueles cabelinhos atrás da nuca...
Ainda que os teus textos transpirem "gracices", porque as letras não se desmembram de quem as escreve, a força das palavras por ti escritas afastam -se do teu ser para rumarem a um leitor sedento, como eu...

Anonymous said...

Beijos longos, iguais aos que te dei, há anos, numa inesquecível noite algarvia. E ficaram-me os teus lábios, a tua língua, e os teus olhos